
Tenho aprendido a sentir a vida.
E sentir é muito mais do que ver.
Aliás, sentir é não ver.
Sentir é cego, é quando se sabe ali, o que ali não está.
Ver é quase sempre reto.
Sentir é sinuoso.
Sentir é desvendar.
É escrever pouco, para que as palavras não furtem sua genuinidade.
Sentir é como ter uma imensa onda dourada dentro do peito, revirando tudo, e mesmo assim deixando tudo exatamente onde devia estar.
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