sábado, 1 de agosto de 2009

Eu te olho, tu não me olhas




Karla me perguntou como lidar com o fato de não sermos irresistíveis aos olhos dos outros.

Well, acho que isso só dói quando não causamos impacto em alguém que nos impactou demais. Não é aquele ego infantil ferido de tomar conhecimento que um indivíduo sem importância alguma não te acha bonita,interessante,atraente.
Estamos falando daquela facada no estômago certeira que todas já vivenciamos: A pessoa não nos quer – ou não nos quer mais. Como lidar com isso?
Trata-se de um pequeno grande luto.
Uma tristeza aguda.
Um vazio profundo.
E dói.
Durante um tempo apenas, porque A pessoa não será eternamente A pessoa.
Os amores mudam, vêm e vão.
Nós mudamos.
Ficar imóvel, petrificada e suspensa no tempo, ansiando pelo olhar reluzente de alguém, não funciona.
O que funciona é o movimento, a paixão por si mesma, o descobrimento de suas minimidades com doçura, o encantamento com pequenas coisas de beleza tão banal.
People, há taaanta vida lá fora.
Tanta!!! Parar tudo pra curtir aquele momento deprimente em que ficamos procurando (mais) defeitos, aumentando os já existentes, supondo que muitos outros existem e tendo certeza de que não comoveremos mais ninguém porque nos disseram que somos horríveis??? NÃO!! Não somos horríveis só porque um idiota que colocamos num pedestal disse -ou agiu de acordo. Quero ser irresistível pra mim, é o primeiro degrau da escada que conduz ao olhar apaixonado da pessoa certa.
A Dra.Vodca sempre fala que ninguém pega táxi com o luminoso desligado! Portanto o negócio é aceitar os “nãos” que a vida nos dá e aproveitar para transformá-los em reinvenção! Reinvente-se! Tomar um não, tomar um pé, tudo isso se enquadra na categoria “CHACOALHADA NECESSÁRIA E BEM-VINDA”.
Somente com essas super-chacoalhadas é que cai a ficha: tá na hora de ligar a luz interior again! Pra ser irresistível aos olhos alheios, isso é requisito indispensável: luminoso ligado! Luz! Vida! Rastro de energia! Daí, quando a gente menos espera, do lugar mais improvável, do jeito mais louco, surge um par de olhinhos prestando atenção aos detalhes fofos que nos tornam únicas no mundo.

PS Importante: Se você se acha irresistível, que diferença faz se os outros não acham? O problema é quando você não se acha, porque daí vai precisar mendigar desesperadamente a aprovação alheia.

**Essa foto do filme Before Sunset me faz pensar em “Maria gostava do João, que gostava da Ana, que só tinha olhos para Alfredo”… Para quem se encontra nesse tipo de situação, tenho um pequeno conselho! Se você é a Maria da história, foque-se nos defeitos do João e da Ana. E ria muito. É tiro e queda.

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